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X de Musk ignora vítima de abuso infantil sobre remoção de vídeos

Elon Musk, dono do X. Foto: reprodução

Uma vítima de abuso sexual infantil identificada como “Zora” apelou publicamente a Elon Musk para que a plataforma X remova links com imagens da violência que sofreu há mais de 20 anos. “Ouvir que meu abuso ainda circula e continua sendo comercializado aqui é revoltante”, declarou a vítima à BBC. O veículo encontrou o material durante investigação sobre o comércio global de conteúdo ilegal, estimado em bilhões de dólares pelo Childlight Institute.

A plataforma X afirmou ter “tolerância zero com material de abuso sexual infantil” e priorizar o combate a esses crimes. No entanto, a reportagem identificou milhares de fotos e vídeos oferecidos à venda em uma conta específica da rede, com transações realizadas via Telegram e vinculadas a uma conta bancária em Jacarta, Indonésia. Zora destacou que distribuidores não são “espectadores passivos, mas cúmplices do crime”.

O Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (NCMEC) dos EUA recebeu mais de 20 milhões de notificações de empresas de tecnologia sobre material ilegal em 2024. Grupos de hacktivistas como o Anonymous confirmaram que a situação permanece crítica no X, com perfis usando avatares de crianças reais para camuflar ofertas de conteúdo criminoso.

“Meu corpo não é uma mercadoria. Nunca foi e nunca será”, desabafou Zora. A vítima luta para que imagens de seu abuso – originalmente restritas à dark web – sejam eliminadas definitivamente de plataformas acessíveis ao público.