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“Xerecada da alegria”: clínica esconde esquema de prostituição e cobra R$ 170

Mulher em “clínica de massoterapia” que funciona como ponto de serviços sexuais. Foto: Reprodução/Metrópoles

Uma sala comercial no subsolo de uma quadra da Asa Norte, em Brasília, opera sob o rótulo de “clínica de massoterapia”, mas funciona como ponto de serviços sexuais. O atendimento começa em uma sala onde clientes são apresentados a um desfile de “terapeutas”, cada uma com nome de guerra e visual próprio.

Segundo a coluna Na Mira no Metrópoles, o preço é fixado em R$ 170 pela suposta massagem, com um adicional de R$ 80 por um “aditivo especial”, anunciado abertamente como “xerecada da alegria”. Profissionais da área afirmam que a apropriação do título serve para driblar fiscalização e dar legitimidade a um serviço que nada tem de terapêutico.

Uma massoterapeuta, que preferiu não se identificar, afirma que “quando o termo terapeuta é apropriado para encobrir outras atividades, há não só fraude, mas risco para a saúde física e psicológica das pessoas”. A rotina de acesso ao local reforça o caráter clandestino.

As instruções repassadas por WhatsApp determinam entradas diferentes conforme o horário: escada lateral durante o expediente e portaria dos fundos após as 18h, sempre com uso de interfone. A descrição da casa como espaço de bem-estar, com “toalhas higienizadas” e “atendimento profissional”, cai por terra ao atravessar a porta de vidro fumê, onde se revela um ambiente preparado para encontros rápidos.

Veja o local: