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Xeroderma pigmentoso: entenda a doença rara de Káh Felipe

Káh Felipe durante tratamento médico
Káh Felipe durante tratamento médico – Foto: Reprodução/Instagram.

A morte da influenciadora digital cearense Karine Felipe de Sousa, conhecida nas redes sociais como Káh Felipe, nesta sexta-feira (24), voltou a chamar atenção para o xeroderma pigmentoso (XP). A família confirmou a informação em uma publicação no perfil oficial da influenciadora no Instagram. Nos últimos meses, ela havia contado aos seguidores que estava em cuidados paliativos após a descoberta de uma metástase óssea decorrente do câncer.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o xeroderma pigmentoso é uma doença genética hereditária, rara e não contagiosa, marcada pela dificuldade do organismo de reparar danos causados pela radiação ultravioleta no DNA das células. Pessoas com XP apresentam sensibilidade extrema à luz solar, especialmente na pele e nos olhos, e têm risco elevado de desenvolver lesões que podem evoluir rapidamente para câncer de pele. Estatísticas internacionais citadas pela entidade estimam a incidência em cerca de um caso a cada 1 milhão de pessoas.

Os primeiros sinais costumam surgir ainda na infância e incluem sardas e manchas precoces, sensibilidade intensa à claridade, queimaduras graves após pouca exposição ao sol e lesões pré-cancerígenas frequentes. Não há cura para o xeroderma pigmentoso; o tratamento busca prevenir complicações e identificar lesões cedo, com acompanhamento dermatológico, remoção de tumores quando necessário e uso de medicamentos tópicos. A SBD recomenda fotoproteção rigorosa, com protetor solar de alto fator, roupas adequadas, chapéus, óculos com proteção UV, menos exposição ao sol e reposição de vitamina D quando indicada por profissionais de saúde.