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Xixi e cachaça no tanque: como motoristas têm burlado contratos com locadoras

Galão de combustível sendo enchido em posto de gasolina. Foto: Reprodução

Em São Paulo, motoristas de aplicativos têm recorrido a métodos inusitados para burlar contratos com locadoras de veículos. A exigência de devolver o carro com o tanque cheio levou alguns condutores a adulterar o combustível, misturando água, álcool e até urina.

Segundo a coluna de Jorge Moraes no UOL, a prática tem sido justificada pelo alto preço da gasolina, que muitas vezes se equipara ao rendimento obtido em um dia de trabalho. Locadoras confirmam que já receberam veículos adulterados, “até com cachaça no tanque”, segundo o empresário Marcelo Mattos, que já teve que trocar o motor inteiro de um veículo.

“Tecnicamente, se você colocar água ou qualquer outra substância que não seja o combustível, poderá ter início uma oxidação na bomba de pressão e até corrosão nas válvulas injetoras”, explicou o consultor mecânico Marcelo Silva. O problema pode evoluir para calço hidráulico, semelhante ao que ocorre em veículos que passam por alagamentos.

Ricardo Nogueira, diretor da Fenaloc Brasil, reconhece que é difícil identificar substâncias estranhas no combustível. Ele também chamou atenção para outro problema no setor: a qualidade do etanol vendido em alguns postos: para evitar falhas de partida em carros convertidos ao GNV, as locadoras têm orientado que a cada 10 litros de etanol o motorista adicione 1 litro de gasolina.