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Zé Celso: Sofremos um atentado do Silvio que lembra não só a SS nazista, mas dois cifrões

Trecho da entrevista na Veja:

O senhor está em uma briga contra o projeto de Silvio Santos de construir prédios no entorno do Teatro Oficina. Por quê? Sofremos um atentado do SS, que me lembra não só a SS nazista, mas dois cifrões. Como resposta, estamos com um movimento para vetar a construção das torres. É  uma luta coletiva desde a década de 80, quando Silvio queria comprar o teatro. Na época, houve um movimento, e Silvio Santos desistiu.

O senhor teve um encontro recente com ele e o prefeito João Doria. Como foi? Ele não ouviu nada do que eu disse. Entrou numa paranoia de que o terreno vai ser tomado pelos craqueiros. Falei: “Pô, Silvio, eu estou com 80 anos. Você é mais velho do que eu. Vamos deixar coisas maravilhosas para a cidade. São Paulo é tão infeliz, cara!”.

Silvio Santos mudou? Sou palhaço como ele. Silvio Santos é uma vedete, me inspirou. Mas não é o mesmo homem. Ficou mesquinho. Não deu o menor valor à história do teatro. Foi agressivo, raivoso. “Deixa de ser artista”, disse. Como vou deixar de ser artista?