Esta não é uma fuga política. Por Moisés Mendes

Atualizado em 28 de outubro de 2026 às 6:22
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Ulysses Guimarães e Leonel Brizola tentaram ser presidente da República. Também tentaram Teixeira Lott, Mario Covas, Afif Domingos, Simone Tebet, Marina Silva, Geraldo Alckmin, Heloisa Helena, Luciana Genro, Henrique Meirelles, Fernando Haddad, Guilherme Boulos.

Todos fracassaram e assimilaram a derrota. Todos cidadãos exemplares. A eleição deste ano nunca teve tantos vigaristas.

Seria mais um detalhe, se um vigarista miliciano não estivesse entre eles, com um plano de fuga pronto, típico das milícias, que poderia ser cumprido dois dias depois da derrota.

Esta não é uma fuga política. O eleitor que votou em Flávio Bolsonaro iria eleger um sujeito que se comporta como criminoso, porque todos os indícios e as provas juntadas até agora mostram que ele é um criminoso.

Quase metade dos eleitores que fizeram escolhas este ano pretendia eleger um sujeito que será considerado foragido.

Urna eletrônica. Foto: Reprodução

Também estes eleitores têm a obrigação de saber, se não forem alienados, que esse fujão poderia estar, já desde ontem, e antes mesmo de assumir, montando uma estrutura de poder mafiosa em Brasília.

O eleitor de Flávio Bolsonaro, se não for um amoral, deve saber do que também ele escapou.

O FURO

Malu Gaspar e Andréia Sadi vão disputar a primazia na grande imprensa pela primeira entrevista exclusiva de Flávio Bolsonaro como foragido, direto dos Estados Unidos.

Gerson Camarotti vai correr por fora.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/