Estudantes baianos utilizam plantas da caatinga contra o mosquito da dengue

Atualizado em 18 de março de 2024 às 9:05
Estudantes da rede pública desenvolvem alternativa menos tóxica contra a dengue. Foto: Divulgação/SEC

A partir de observações do aumento de contaminações por arboviroses em Candiba, município do Centro Sul baiano, estudantes da rede pública de ensino analisaram a eficiência do extrato de plantas nativas da Caatinga, como larvicida natural, no combate ao Aedes Aegypti, vetor de doenças como dengue, chikungunya e zika.

Orientador do projeto, o professor de biologia William Oliveira classifica o trabalho como uma proposta sustentável de combate ao mosquito. “Essa é uma alternativa de solucionar problemáticas de saúde, como o aumento expressivo dos casos de arboviroses e questões ambientais”, afirma.

Os pesquisadores afirmam que o produto natural é uma alternativa menos tóxica do que os fabricados artificialmente, uma forma de reduzir o impacto no ecossistema. O larvicida feito com extratos da aroeira, do pau-ferro e da umburana, segundo o professor, elimina as larvas em menos de 24 horas. Entre os extratos estudados, o de maior destaque foi o da Aroeira, com menor tempo de ação contra as larvas. Com os estudos em andamento, a equipe busca parcerias para análise fitoquímica das plantas e almeja produção em grande escala.

O projeto, desenvolvido no Colégio Estadual Antônio Batista, no âmbito do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação (SEC), foi realizado juntamente com o apoio do professor Daniel dos Santos e dos estudantes Ruan Donato, Maria Júlia de Oliveira e Isadora Fernandes.

Com informações da Ascom/SEC

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