“Eu miro na cabeça, atiro pra matar”: o canto de alunos de uma escola cívico-militar em SC

Atualizado em 28 de março de 2026 às 20:27
Alunos de escola civico militar

Na quinta-feira (28), durante uma marcha de estudantes de escolas cívico-militares, os alunos entoaram o canto: “Eu miro na cabeça, atiro para matar”. O episódio foi revelado pelo Humaniza SC, filmado e compartilhado nas redes sociais.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) se manifestou sobre o caso e classificou o ato como “inadmissível”. Ele também questionou práticas adotadas em escolas cívico-militares e citou a presença de elementos ligados à formação com base em disciplina rígida e hierarquia.

A marcha ocorreu no centro de Florianópolis e integrou atividades do modelo de ensino cívico-militar. Estudantes participaram da ação, que incluiu deslocamentos em formação e execução de comandos coletivos. Durante o evento, houve repetição de palavras de ordem de caráter militar.

É INACREDITÁVEL o que escolas cívico-militares fazem com a cabeça das e dos estudantes! Crianças marchando no centro de Florianópolis-SC e gritando: “EU MIRO NA CABEÇA, ATIRO PRA MATAR”! É INADMISSÍVEL que o país deixe acontecer esse tipo de lavagem cerebral em CRIANÇAS! A… pic.twitter.com/ylSGd7XK3r

O modelo de escolas cívico-militares tem sido adotado em diferentes estados do país, ampliando a presença de práticas baseadas em gestão compartilhada entre civis e militares no ambiente escolar.

Em sua denúncia, Ivan Valente afirmou que o ato ocorrido em Florianópolis segue um padrão observado nessas unidades, que, segundo ele, envolve a imposição de valores autoritários e militaristas, especialmente entre crianças e adolescentes. O deputado declarou ainda que essa prática fere a liberdade de pensamento e a diversidade de ideias que deveriam ser promovidas nas escolas.