
A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia falou nesta segunda-feira (13) sobre a crise enfrentada pela Corte, em meio a questionamentos públicos sobre a relação de ministros com o banco Master. Durante palestra na Fundação FHC, em São Paulo, ela declarou: “Da minha parte, digo: podem dormir tranquilos. Não há uma linha minha que esteja fora da lei”.
A magistrada reforçou sua conduta individual: “Eu não faço nada errado. Tenho ciência da tensão que vivemos”. Segundo ela, o cenário atual é marcado por desconfiança generalizada, o que impacta diretamente a percepção pública sobre o tribunal.
Ela afirmou que o Supremo precisa ampliar a transparência de suas ações, especialmente fora de Brasília. “Tem que saber como sair, para onde ir e como torna isso transparente. Todo mundo sabe, no Brasil hoje, que eu estou aqui agora de manhã. Minhas agendas são públicas”, afirmou.
A magistrada relatou ainda que enfrenta ataques com conteúdo “sexista, machista e desmoralizante”, além de pressões pessoais. Segundo ela, familiares já sugeriram que deixasse o cargo em razão do ambiente atual.
A ministra Cármen Lúcia defendeu mais transparência no STF em meio a críticas à Corte. Segundo ela, ampliar explicações e diálogo melhora o funcionamento do Judiciário. Para ela, a confiança depende de maior aproximação com a sociedade.
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— GloboNews (@GloboNews) April 13, 2026
Ela também destacou que o tribunal vive uma fase de questionamento constante e mencionou o impacto das críticas recebidas. “Cármen, lembra, você faz direito, não milagres”, disse, ao relatar como lida com cobranças sobre sua atuação.
Durante o evento, Cármen Lúcia comentou propostas de mudanças no funcionamento do STF elaboradas por especialistas. Ela indicou que algumas sugestões podem não refletir os desafios enfrentados pela corte, especialmente diante do grande volume de processos.
Ao abordar o funcionamento do tribunal, a ministra criticou o excesso de demandas e citou o impacto de novas questões trazidas pelas redes sociais. “Cada manhã nós temos uma indagação nunca feita antes na história da humanidade. Por exemplo, sobre as redes sociais”, afirmou. Também mencionou a complexidade da presidência do STF: “Sei o que é estar na presidência tentando acertar. Não é simples. Não tem facilidade nenhuma”.