
As Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã nesta quarta-feira (15), com alvos ligados a instalações que Washington afirma servirem para ameaçar embarcações no Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio mundial.
Explosões atingiram a região de Bandar Abbas, principal cidade portuária do sul iraniano, às margens do estreito. Autoridades do Irã confirmaram a ofensiva, que amplia a tensão militar no Golfo Pérsico.
At 3 p.m. ET, U.S. forces launched operations for a second wave of strikes today against Iran. The strikes are targeting Iranian military capabilities used to threaten vessels freely transiting through the Strait of Hormuz, an international waterway vital to global commerce. The…
— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 15, 2026
Enquanto os ataques ocorriam, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Teerã “quer muito” chegar a um acordo de paz. Ele disse que caberá a Washington decidir se aceitará negociar ou se seguirá com a ofensiva.
“Eles querem chegar a um acordo desesperadamente. Não gostam do que estamos fazendo e realmente querem negociar. Vamos descobrir se chegaremos a um acordo com eles ou se simplesmente vamos acabar com isso”, afirmou Trump.
TRUMP: IRÃ AGORA QUER NEGOCIAR
Donald Trump afirmou que o Irã passou a buscar um acordo após a intensificação dos bombardeios americanos.
Segundo o presidente, Teerã "não gostou do que estamos fazendo" e agora quer negociar, mas disse que os EUA ainda decidirão se fecham um…
— Vox Liberdade (@VoxLiberdade) July 15, 2026
A declaração ocorreu durante a inauguração de uma planta de produção de armas e equipamentos militares na Pensilvânia. Segundo Trump, o orçamento da Defesa destinou US$ 10 bilhões, cerca de R$ 50,92 bilhões, à construção da fábrica, que deve produzir navios, submarinos, caminhões, armas e equipamentos industriais.
Mais cedo, entre 7h e 8h30 no horário de Brasília, os EUA já haviam bombardeado a ilha iraniana de Grande Tunb, no Golfo Pérsico. A ofensiva matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do país.
No começo da tarde, a Guarda Revolucionária ameaçou fechar outras rotas marítimas usadas por interesses dos Estados Unidos. O grupo afirmou que a medida responderia ao bloqueio naval imposto por Washington contra portos e petróleo iranianos desde a terça-feira (14).
“A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém”, declarou a Guarda Revolucionária em comunicado. O Irã também tem influência sobre a rota de Bab El-Mandeb, que liga o Golfo de Aden ao Mar Vermelho e conecta a região ao Mar Mediterrâneo; o regime iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz continuará fechado.