EUA consideram usar as Forças Armadas para anexar a Groenlândia

Atualizado em 6 de janeiro de 2026 às 20:36
Donald Trump no canto direito de foto, falando, sério
O presidente Donald Trump, dos EUA – Reprodução

O governo Donald Trump informou, em comunicado à imprensa, que avalia opções para “adquirir” a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. A nota afirma que diferentes alternativas estão em discussão e relaciona o tema à política externa dos Estados Unidos.

A Casa Branca declarou que o emprego de militares está entre as possibilidades analisadas. “Utilizar as Forças Armadas americanas é sempre uma opção à disposição do comandante-chefe”, afirma o governo. Segundo o texto, o objetivo é ampliar a presença estratégica dos EUA na região do Ártico.

O governo americano defende que o controle da Groenlândia integra a agenda de segurança nacional do país. “É vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico. O presidente e sua equipe estão discutindo uma série de opções para alcançar esse importante objetivo de política externa”, diz o comunicado.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielssen, pediu o fim das ameaças atribuídas ao governo americano. “Basta! Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isso deve ser feito através dos canais adequados e conforme o direito internacional”. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, classificou a tentativa de anexação como absurda.

A União Europeia também se manifestou. “A UE continuará a defender os princípios da soberania nacional, da integridade territorial e da inviolabilidade das fronteiras”, declarou a porta-voz Anitta Hipper.

A Groenlândia abriga desde 1951 a Base Aérea de Thule, instalação militar americana no extremo norte. O território possui reservas de minerais considerados críticos para a indústria tecnológica e para equipamentos militares. Autoridades americanas citam a posição geográfica entre a América do Norte, a Rússia e as rotas do Ártico como fator estratégico para operações e logística.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.