
Pelo menos 742 pessoas morreram no Irã desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel, no sábado (28), segundo relatório divulgado pela Agência de Notícias dos Ativistas de Direitos Humanos, ligada à organização Human Rights Activists in Iran (HRAI). Entre as vítimas, estão 176 crianças. O levantamento também aponta que outras 624 mortes ainda estão em processo de revisão e aguardam verificação.
De acordo com a agência, ao menos 85 pessoas foram mortas nas últimas 24 horas. Mais cedo, a Crescente Vermelha do Irã divulgou o número de 787 vítimas desde sábado.
O número de civis feridos chega a 971, incluindo 115 crianças. No domingo (1°) uma escola de meninas foi atingida por uma bomba estadunidense causando a morte de mais de 150 pessoas. A Hrana afirma que utiliza metodologia baseada na comparação de relatórios de campo, contatos médicos e de emergência, além de material disponível em fontes abertas para consolidar os dados.
A organização é voltada ao monitoramento de violações de direitos humanos no Irã e atua por meio de rede de colaboradores locais. O conflito teve início após ataque coordenado de forças norte-estadunidenses e israelenses contra alvos estratégicos iranianos, na madrugada de sábado.
Autoridades iranianas têm denunciado impactos em áreas civis. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que hospitais e escolas foram atingidos durante a ofensiva aérea. Há também relatos de danos a residências e edifícios religiosos, incluindo uma mesquita na cidade de Karaj, próxima a Teerã.
O mundo assiste, mais uma vez, ao horror atravessar os limites da humanidade. Ataques promovidos por EUA e Israel que atingem uma escola e matam crianças no Irã jamais podem ser tratados como “efeitos colaterais”. O mundo não pode normalizar o bombardeio de civis. pic.twitter.com/ne1hB6g1Jp
— Pastor Henrique Vieira (@pastorhenriquev) February 28, 2026
“[Os Estados Unidos e Israel] seguem atacando indiscriminadamente áreas residenciais, sem poupar hospitais, escolas, instalações da Cruz Vermelha ou monumentos culturais”, declarou Baghaei, em fala reproduzida pela emissora Al Jazeera.
Enquanto isso, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) confirmou que pelo menos 1.250 alvos foram atacados nas primeiras 48 horas de operação. Entre os alvos estão o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, centros de comando e controle, instalações de mísseis balísticos e navios da marinha iraniana.
Segundo o órgão, foram utilizados bombardeiros B-1, caças F-16, porta-aviões de propulsão nuclear e destróieres com mísseis guiados.
Explosões foram registradas em Teerã e em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O tráfego aéreo foi suspenso no país, e há relatos de falhas graves nos serviços de telefonia e internet.
Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra Israel, que fechou o espaço aéreo e decretou estado de emergência. Escolas e prédios públicos em Jerusalém permaneceram fechados até a tarde de segunda-feira (2). As Forças Armadas israelenses informaram: “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar as ameaças”.
Autoridades estadunidenses confirmaram que o Irã também atacou bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, incluindo instalações no Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e no norte do Iraque.