
Os Estados Unidos e o Irã apresentaram versões divergentes sobre o resgate de um piloto norte-americano após a queda de um caça F-35 em território iraniano. O caso ocorreu neste domingo (5), em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, com informações conflitantes sobre o desfecho da operação.
O episódio teve início na sexta-feira (3), quando um caça F-35 dos EUA foi abatido no Irã. Após a ejeção dos tripulantes, forças norte-americanas iniciaram buscas na região. Segundo a imprensa dos Estados Unidos, um dos pilotos foi resgatado, enquanto o outro permanecia desaparecido.
Neste domingo (5), o presidente Donald Trump afirmou que o militar desaparecido foi localizado e está “são e salvo”, embora “gravemente ferido”. Ele declarou que o piloto é um coronel e foi encontrado em área montanhosa após uma operação considerada de alto risco. Trump também afirmou que a missão ocorreu em meio à atuação de forças iranianas, o que teria dificultado o resgate. A versão, no entanto, foi contestada pelo governo iraniano.
De acordo com a mídia estatal do Irã, as forças do país teriam derrubado quatro aeronaves norte-americanas envolvidas na operação de busca, incluindo helicópteros Black Hawk e aviões C-130. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que a tentativa de resgate não foi concluída com sucesso.
“Após esforços desesperados dos EUA para resgatar o piloto do caça abatido e a entrada de objetos voadores nas regiões centrais do país, os objetos voadores inimigos foram destruídos e os EUA sofreram mais uma vez uma derrota humilhante durante uma operação conjunta (envolvendo forças aeroespaciais, terrestres, além de unidades civis, da Basij e da polícia)”, afirmou a Guarda Revolucionária Islâmica.
A guerra de narrativas ganhou força especialmente com as bravatas, nem sempre confirmadas, de Trump, sobre o conflito.