
Um júri de Los Angeles decidiu nesta quarta-feira (25) que a Meta e o YouTube devem pagar US$ 6 milhões em indenizações a uma jovem por prejuízos associados ao uso de suas plataformas. O valor inclui US$ 3 milhões em danos compensatórios e outros US$ 3 milhões em danos punitivos.
Na divisão da responsabilidade, os jurados atribuíram 70% do valor compensatório à Meta, equivalente a US$ 2,1 milhões, enquanto o YouTube ficou com os 30% restantes, cerca de US$ 900 mil. A mesma proporção foi aplicada na definição dos danos punitivos.
O júri respondeu afirmativamente às questões apresentadas durante o julgamento e concluiu que houve negligência no desenho e no funcionamento das plataformas. Também foi considerado que as empresas não alertaram de forma adequada sobre riscos para usuários menores de idade.

Os jurados indicaram ainda que as companhias tinham ou deveriam ter conhecimento sobre possíveis impactos de seus serviços e que um operador razoável adotaria medidas para informar os usuários. Após essa conclusão, foi determinada a aplicação de danos punitivos adicionais.
A autora do processo, identificada pelas iniciais K.G.M. e chamada de Kaley no julgamento, relatou que começou a usar o YouTube aos seis anos e ingressou no Instagram aos nove, mesmo com restrições impostas pela mãe. Em depoimento, afirmou que o uso constante das redes sociais afetou sua autoestima, além de interferir em atividades cotidianas e relações pessoais.
A defesa das empresas contestou a relação entre os serviços e os problemas apresentados. Representantes afirmaram que irão recorrer da decisão e sustentaram que fatores externos também deveriam ser considerados. O júri rejeitou os argumentos apresentados e manteve a responsabilização das plataformas.