
Representantes dos Estados Unidos teriam contratado ao menos três jatos particulares para garantir a fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) até Miami após sua derrota na eleição presidencial. A informação é do jornal argentino Clarín.
As aeronaves, de alto custo operacional, foram posicionadas na região da fronteira ou previstas como opções alternativas para o deslocamento. O objetivo seria assegurar uma saída caso o plano principal enfrentasse problemas. O relato atribui a coordenação dos voos a representantes americanos.
A operação teria incluído o controle temporário de parte do aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina. Agentes dos EUA teriam assumido funções desempenhadas por policiais de segurança aeroportuária e funcionários da imigração para assegurar o embarque e a decolagem do avião que transportou a família Bolsonaro, de acordo com o jornal.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou neste sábado (31) a participação direta do governo nos preparativos para a saída do senador. “Não facilitamos nada”, afirmou em entrevista coletiva em Atlanta. Rubio confirmou, porém, que Donald Trump autorizou a entrada de Flávio nos Estados Unidos.
Marco Rubio on Brazil:
We were not involved in Flávio Bolsonaro’s arrangements in terms of leaving Brazil.
At least the U.S. government was not involved directly. pic.twitter.com/012CrCIjqD
— Clash Report (@clashreport) October 31, 2026
Do lado argentino, o presidente Javier Milei enviou seu assessor Santiago Caputo à província de Misiones para garantir as condições necessárias à operação. Com veículos com diferentes placas para confundir postos de controle e a troca de informações entre agentes argentinos e americanos.
Flávio chegou a Miami na quarta-feira (28), três dias depois de perder a eleição para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já nos Estados Unidos, publicou uma carta em que se apresentou como “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e alegou fraude sem apresentar provas. Depois, retirou essa identificação e passou a se chamar de “líder do Brasil”.