EUA promovem ataques “em grande escala” em alvos do Estado Islâmico na Síria

Atualizado em 10 de janeiro de 2026 às 19:31
Secretário de Defesa (ou da Guerra) dos EUA, Pete Hegseth. Foto: Anna Moneymaker/Getty Images/AFP

As forças americanas e suas aliadas realizaram ataques em “grande escala” contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Síria, como parte da Operação Ataque Hawkeye, informou o Exército dos EUA. Os ataques ocorreram no último sábado, 9 de janeiro, como resposta direta ao ataque mortal de 13 de dezembro, que deixou três americanos mortos em Palmira, uma cidade síria famosa pelas suas ruínas antigas listadas pela Unesco.

De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), “os ataques de hoje tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria”, e foram realizados em resposta ao ataque do grupo jihadista que matou dois soldados americanos e um intérprete civil. “Os ataques de hoje foram uma resposta direta ao ataque mortal do Estado Islâmico contra as forças americanas e sírias em Palmira”, disse o Centcom em comunicado publicado em suas redes sociais.

O ataque ocorrido em Palmira, em dezembro, foi descrito como um atentado cometido por um atirador solitário do Estado Islâmico, marcando a primeira ação do grupo desde a queda do regime de Bashar al-Assad, em 2024. O atentado também foi o mais recente de uma série de confrontos envolvendo as forças americanas, que estão apoiando a Operação Resolução Inerente, um esforço internacional contínuo para combater o Estado Islâmico na região.

Anteriormente, o Exército dos EUA e a Jordânia já haviam realizado ataques no mês passado, atingindo dezenas de alvos do Estado Islâmico como parte da mesma operação. Esses ataques têm como foco as células jihadistas remanescentes, que ainda controlam áreas desérticas da Síria, principalmente na região central e leste do país.

Imagens publicados pelo CentCom antes de ataque por avião. Foto: Reprodução

Apesar da derrota do Estado Islâmico em 2017, quando o grupo perdeu a maior parte de seu território, o EI continua ativo, realizando ataques esporádicos. As forças americanas, que mantêm presença na Síria para apoiar as operações contra o grupo, são vistas por muitos como essenciais para garantir a estabilidade em algumas regiões. A presença de militares dos EUA, embora contestada em momentos pela administração de Donald Trump, permanece estratégica para evitar o ressurgimento do grupo.

Em meio à crescente tensão, os EUA já haviam anunciado planos de reduzir sua presença militar na Síria, com o Pentágono prevendo uma diminuição pela metade do número de soldados nos próximos meses. No entanto, com os recentes ataques do EI, a necessidade de uma ação mais decisiva contra o grupo continua a ser uma prioridade para Washington.