EUA se pronunciam sobre o sumiço de 10 cientistas especialistas em energia nuclear e OVNIs

Atualizado em 16 de abril de 2026 às 20:38
Karoline Leavitt, porta-voz do governo Trump, durante conferência de imprensa na Casa Branca. Reprodução

A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (15) que ainda consultará agências federais sobre relatos envolvendo dez cientistas mortos ou desaparecidos nos Estados Unidos desde meados de 2024. A resposta foi dada pela secretária de imprensa Karoline Leavitt após ser questionada, em briefing oficial, sobre profissionais ligados a áreas nuclear e aeroespacial, notadamente em episódios que envolvem objetos voadores não identificados (ovni).

Leavitt disse: “Eu ainda não falei com as nossas agências relevantes sobre” e acrescentou “se for verdade” ao mencionar a possibilidade de apuração federal. Nesta quinta-feira (16), Donald Trump classificou o tema como “algo muito sério” e afirmou que o governo deverá ter uma resposta “na próxima semana e meia”, sem apresentar evidências públicas de ligação entre os casos.

Entre os episódios com registro oficial está o desaparecimento do general aposentado William “Neil” McCasland, visto pela última vez em 27 de fevereiro de 2026 no Novo México, segundo o Bernalillo County Sheriff’s Office. Outro caso citado é o da engenheira Monica Reza, desaparecida desde 22 de junho de 2025 após uma trilha na Angeles National Forest, na Califórnia.

A lista também inclui mortes já confirmadas por instituições acadêmicas. O MIT informou que o físico Nuno Loureiro morreu em 16 de dezembro de 2025 após ferimentos por arma de fogo. A Caltech comunicou a morte do astrônomo Carl Grillmair em 16 de fevereiro de 2026. Nenhuma das instituições associou os casos a outros episódios.

Até agora, não há confirmação pública de um elo formal entre as mortes e os desaparecimentos. Relatos publicados por veículos de imprensa citam semelhanças entre os casos, mas autoridades americanas não apresentaram prova concreta de conexão.

O que está confirmado é a existência de mortes e desaparecimentos de profissionais ligados a áreas estratégicas. O que não está comprovado, até o momento, é a existência de uma ação coordenada, de uma causa comum ou de vínculo formal entre todos os episódios.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.