Ex-atriz da Globo conta que até hoje é julgada por ter atuado em gênero mais criticado do cinema

Atualizado em 19 de agosto de 2018 às 10:53

Segundo publicação do UOL, Nicole Puzzi, aos 60 anos, símbolo sexual e estrela da pornochanchada nas décadas de 70 e 80, a atriz diz não entender por que é julgada até hoje por ter atuado no gênero mais criticado do cinema brasileiro.

“Eu me pergunto muitas vezes o que eu fiz de errado e qual foi o meu erro para ser tão crucificada. Por que algumas atrizes que também ficaram nuas, trabalharam na pornochanchada lá atrás foram poupadas das críticas e do preconceito e outras, não. Eu trabalhei com a Christiane Torloni em ‘Ariella’ [filme de John Hebert] e temos a mesma idade. Não existem papéis só para mim? Não entendo”, desabafa a atriz.

“Queria fazer tudo! Cinema, teatro e televisão porque é o meu oficio. Eu sou atriz, mas você acha que algum dia eu vou pedir um trabalho? Nem pensar! Eu não peço nada a ninguém. Atuei e produzi a primeira peça do Walcyr Carrasco, “O Terceiro Beijo”, e ele sempre me elogia nas suas publicações. Gosto dele, um grande dramaturgo, só que não me chama para nada. E ele também não tem obrigação nenhuma, mas eu não peço. Graças a Deus, não estou morrendo de fome”.

“Nunca mais chamaram. Fiz novelas na Tupi, na Globo, na Manchete e no SBT. Trabalhei na Record também. Acredita que há pouco tempo um diretor, que eu não vou citar o nome, deu a entender por que não me chamavam mais na emissora? ‘A sua imagem não combina com a Record’. Fui obrigada a ouvir isso. Se a gente for julgar a moral de atores e diretores, não sei, não”, alfineta Nicole, que afirma ter sido muito assediada ao longo da carreira.