Ex-número 2 de Padilha é escolhido por Lula para assumir articulação política do governo

Atualizado em 27 de janeiro de 2026 às 11:55
O presidente Lula (PT) e Olavo Noleto. Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) decidiu que Olavo Noleto será o responsável por assumir a articulação política do governo federal a partir de abril, quando a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deixar o cargo para disputar uma vaga ao Senado pelo Paraná.

Atual secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão), Noleto foi escolhido para ocupar a pasta responsável pela relação do Planalto com o Congresso Nacional. Ele era um dos nomes mais cotados para a sucessão de Gleisi e conta com histórico direto na área.

Olavo Noleto foi secretário-executivo de Alexandre Padilha quando o atual ministro da Saúde chefiava a Secretaria de Relações Institucionais (SRI). Mesmo após a saída de Padilha da pasta, no ano passado, Noleto permaneceu no núcleo político do governo e, posteriormente, foi convidado por Gleisi Hoffmann para comandar o Conselhão.

Com passagens pela SRI durante os primeiros mandatos de Lula e de Dilma Rousseff, Noleto acumulou experiência na articulação política ao longo de cinco gestões petistas, o que o consolidou internamente como um nome de confiança do presidente.

Gleisi Hoffmann e Olavo Noleto. Foto: Reprodução

Apoios dentro do governo

Nos últimos dias, a escolha ganhou força com o apoio da atual secretária-executiva da Casa Civil e futura ministra da pasta, Miriam Belchior, além do chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e do presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Dentro do governo, Noleto já era visto como “prata da casa”, com trânsito entre ministérios e conhecimento do funcionamento interno da relação entre Executivo e Legislativo.

Apesar da decisão de Lula, havia resistência entre integrantes do governo e lideranças do Congresso à possibilidade de alguém sem mandato assumir o comando da articulação política. O argumento era que a ausência de experiência eleitoral poderia reduzir a autoridade do novo ministro nas negociações com deputados e senadores, especialmente em um ano de eleições.

Esse grupo defendia um nome com maior peso político e mais jogo de cintura para lidar com os recorrentes atritos entre Planalto e Congresso. Na disputa interna, Noleto superou nomes como o secretário-executivo da SRI, Marcelo Costa, e o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).