
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles 3º, foi detido por cerca de 11 horas nesta quinta-feira (19) no Reino Unido sob suspeita de má conduta em cargo público relacionada a seus vínculos com Jeffrey Epstein.
Pela manhã, o Palácio de Buckingham confirmou a detenção. Em nota, o rei afirmou: “Tomei conhecimento, com a mais profunda preocupação, das notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e das suspeitas de má conduta em cargo público”. Horas depois, ele deixou o centro policial e a corporação informou que ele “foi liberado sob investigação” e não fará novos comentários.
Antes da liberação, Charles 3º declarou que as acusações serão apuradas “de maneira apropriada”. O monarca acrescentou: “As autoridades têm nosso apoio e cooperação plenos e incondicionais. Permitam-me afirmar com clareza: a lei deve seguir seu curso”. A prisão ocorreu no dia em que Andrew completou 66 anos.
A ação policial incluiu interrogatório e operação de busca e apreensão na residência de Andrew em Sandringham, propriedade real em Norfolk. Segundo a imprensa britânica, agentes à paisana e veículos não identificados participaram da diligência.

As investigações ganharam força após a divulgação de novos documentos pelo Departamento de Estado dos EUA. A polícia britânica analisa denúncias de que ele teria compartilhado informações confidenciais do governo com Epstein, incluindo relatórios de viagens oficiais ao Vietnã, Singapura e China, além de dados sobre oportunidades de investimento em ouro e urânio no Afeganistão.
Andrew atuou como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011, função que exige sigilo sobre informações sensíveis. A acusação de má conduta em cargo público pode resultar em julgamento em um Crown Court e prevê pena máxima de prisão perpétua.
O ex-príncipe foi destituído de títulos no ano passado por causa da relação com Epstein, mas segue na linha de sucessão ao trono, ocupando a oitava posição. O nome dele já havia sido citado em ação movida por Virginia Giuffre, que o acusou de abuso sexual quando tinha 17 anos. Em 2022, Andrew fez acordo milionário para encerrar o processo nos Estados Unidos, negando irregularidades.