Ex-subsecretário do RJ, pai de suspeito do estupro coletivo está desaparecido

Atualizado em 10 de março de 2026 às 23:00
José Carlos Costa Simonin e o filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin, em montagem de duas fotos
José Carlos Costa Simonin e o filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin – Reprodução

A família de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo de Cláudio Castro (PL), informou nesta terça-feira (10) que ele está desaparecido. Segundo relato dos familiares, Simonin foi visto pela última vez no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A base do programa Segurança Presente da região recebeu informações sobre o desaparecimento e passou a auxiliar na busca por informações sobre o paradeiro dele.

De acordo com comunicado divulgado pela família, Simonin estaria desorientado no momento em que foi visto pela última vez. O alerta indica que ele é morador de Copacabana e pode estar em surto. A família pediu que qualquer pessoa que tenha informações entre em contato imediatamente. “Meu marido sumiu. Estamos contando com a ajuda de amigos para localizar”, afirmou a esposa de Simonin, mãe de Vitor Hugo, em declaração ao jornal O Globo.

O desaparecimento ocorre dias após a repercussão de um caso ocorrido em Copacabana no dia 31 de janeiro de 2026. Simonin é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos jovens acusados de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos. Ao concluir o inquérito, a 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) indiciou Vitor Hugo Oliveira Simonin, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho por estupro qualificado cometido em concurso de pessoas.

Nos últimos dias, o advogado da vítima, Rodrigo Mondego, divulgou mensagens que teria recebido de Simonin nas redes sociais. Em uma das mensagens apresentadas, o ex-subsecretário escreveu: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar ‘às’ (sic) suas contas, vagabundo.” Mondego respondeu afirmando que atua para que o filho do ex-subsecretário responda pelo crime na Justiça e informou que avaliava apresentar representação por coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal.

O inquérito policial também analisou imagens de câmeras de segurança do prédio onde ocorreu o crime, registradas entre 19h24 e 20h42 do dia 31 de janeiro de 2026. Segundo o relatório da investigação, as gravações mostram a chegada dos quatro jovens posteriormente indiciados ao apartamento. As imagens também registram a entrada da adolescente e do menor que teria convidado a vítima para ir ao local.

Após permanecer no imóvel, a adolescente aparece deixando o apartamento acompanhada do adolescente que a levou até o prédio. De acordo com o documento policial, depois que a jovem sai do campo de visão das câmeras, o menor retorna ao apartamento. Em seguida, ele volta a aparecer nas imagens fazendo gestos descritos no relatório policial como de comemoração, deixando o local sorrindo.

Depois da repercussão do caso envolvendo seu filho, Simonin foi exonerado do cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado. O pedido de exoneração foi feito pela secretária Rosangela Gomes e encaminhado ao secretário da Casa Civil, Nicola Miccione. A decisão foi publicada no Diário Oficial no dia 3 de março.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.