Exclusivo: Brasileira morre na Bolívia à espera de ajuda do Itamaraty para retornar ao Brasil. Por Caique Lima

“Hoje senti na pele a importância do estado na minha vida e da minha família”, conta sobrinha de Fabia Cordeiro. Foto: Reprodução/Facebook

Após dias aguardando repatriação, Fabia Cordeiro, professora de matemática que foi à Bolívia passar férias, morreu, vítima de AVC, nesta quarta (1).

Ela passou mal no país e descobriu um câncer no cérebro e, em decorrência disso, desenvolveu trombose. Por isso, precisava voltar ao Brasil para receber tratamento médico e amputar a perna, por conta do coágulo sanguíneo.

Assim, a família conseguiu dinheiro, através de uma vaquinha virtual, para um voo fretado.

Mas, devido aos decretos de circulação por conta do coronavírus, não obteve autorização do governo boliviano para trazê-la de volta.

Sobrinha de Fabia, Joyce Sarmento Farias, conta nas redes sociais que tentava há vários dias pedir a repatriação da tia, mas não obteve resultado.

“A embaixada brasileira na Bolívia e o Itamaraty, órgãos que são responsáveis em resguardar nossas vidas em países estrangeiros e que são bancados com o dinheiro do povo brasileiro, simplesmente nos abandonaram”, conta.

Contatada pelo DCM, Joyce confirmou a morte da tia.

“Infelizmente, devido toda a demora, minha tia não resistiu”, disse.

Joice fez, em nome da tia, um apelo público ao senador Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá, mas não foi atendida.

Fabia morava em Manacaparu, no Amazonas, e teve o corpo levado para sua cidade, onde será sepultada.

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