
O Exército de Cuba confirmou que 32 de seus soldados morreram durante o ataque dos Estados Unidos à Venezuela no sábado (3), que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Este é o primeiro dado oficial sobre o número de vítimas, enquanto jornais como o New York Times indicam cerca de 80 mortes no total.
O governo cubano revelou que os soldados estavam cumprindo uma missão na Venezuela a pedido do governo de Maduro, embora a função exata dos cubanos não tenha sido detalhada. Segundo ministros venezuelanos, é possível que os soldados estivessem trabalhando na escolta de Maduro.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, qualificou a morte dos soldados cubanos como um “assassinato a sangue frio”. A relação entre Cuba e Venezuela, tradicionalmente próxima, pode ser abalada pelo domínio dos Estados Unidos sobre o país venezuelano após o ataque.
O ataque, que incluiu explosões e sobrevoos de aviões, foi ouvido na capital venezuelana e em três outros estados nas primeiras horas de sábado. Relatos indicam bombardeios intensos, enquanto Maduro e sua esposa foram capturados rapidamente, sem tempo para reagir.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que acompanhou a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, comparando o evento a assistir a um “programa de TV”.

Trump também declarou que Maduro tentou chegar a um “lugar seguro”, mas não teve sucesso. Ele acrescentou que o venezuelano “chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la”. O republicano ainda disse que um grupo seria designado para governar a Venezuela, mas sem especificar detalhes sobre como seria a administração local, dizendo apenas que garantiriam uma governança adequada.
O governo dos EUA descartou apoiar María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, como futura presidente. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, reafirmou que Nicolás Maduro continua sendo o único presidente legítimo do país.
Antes de falar à imprensa, Trump divulgou uma foto de Maduro, tirada após sua prisão, mostrando o presidente venezuelano com óculos e abafadores de ruído, segurando uma garrafa, a bordo do navio norte-americano USS Iwo Jima. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, havia exigido uma prova de vida do venezuelano.