Extremismo digital põe 132 suspeitos na mira do Ministério da Justiça

Atualizado em 21 de junho de 2026 às 9:25
Pessoa diante de computador com elementos visuais de segurança digital
Pessoa diante de computador com elementos visuais de segurança digital. Foto: Reprodução.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública identificou pelo menos 132 suspeitos de envolvimento em crimes digitais ligados ao extremismo, ao discurso de ódio e à incitação à violência em 21 unidades da federação entre janeiro e maio deste ano. Com informações de Metrópoles.

Os investigados entraram no radar de ao menos 10 operações policiais no período, segundo dados apurados por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas, o Ciberlab, do ministério. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentraram a maior parte dos casos.

A operação mais recente da Polícia Federal ocorreu na sexta-feira (19/6), em Jaraguá, em Goiás, e mirou um adolescente suspeito de coordenar, a partir de um computador, grupos voltados à propagação de conteúdos extremistas e ao incentivo à prática de crimes.

O delegado Paulo Henrique Benelli, coordenador do Ciberlab, disse que o laboratório usa tecnologia para identificar autores de crimes na internet e apoiar a desarticulação de grupos criminosos. O órgão também atua na prevenção de ataques a escolas e em investigações sobre outros crimes digitais.

Sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foto: Reprodução

Ciberlab monitora grupos abertos, deep web e dark web

O núcleo especializado monitora conteúdos extremistas no ambiente digital, inclusive atividades na deep web, na dark web e em grupos públicos abertos. A equipe busca identificar ameaças, mapear a circulação de discursos violentos e detectar possíveis articulações criminosas em plataformas online.

Segundo Benelli, os suspeitos identificados costumam ter entre 9 e 35 anos. O delegado afirmou que adolescentes aparecem com frequência em grupos dedicados à disseminação e ao reforço de conteúdos violentos.

“Geralmente, são adolescentes que incentivam meninas a se automutilarem, propõem desafios que envolvem matar animais ou atear fogo em outras pessoas”, disse o coordenador do Ciberlab. Ele acrescentou que o trabalho do laboratório busca reunir materialidade dos crimes e elementos de autoria para permitir a atuação das forças de segurança.

O rastreio começa com o monitoramento de ambientes digitais abertos e fechados, além de informações enviadas por plataformas digitais e organismos internacionais. O Ciberlab analisa esses dados, cruza as informações e consolida relatórios de inteligência, que depois seguem às polícias responsáveis pelas operações.

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