Falar em retomada é otimismo. Por Fernando Brito

Atualizado em 25 de abril de 2019 às 10:24
Paulo Guedes. Foto: Mauro Pimentel/AFP

PUBLICADO NO TIJOLAÇO

POR FERNANDO BRITO

A Folha publica hoje a avaliação de um grupo de estudos integrado à Fundação Getulio Vargas de que esta é a mais longa crise da economia brasileiras, em tempos recentes (e nem tão recentes) de que se tem notícia.

E diz que a retomada é a mais lenta de todas.

Um eufemismo: apenas paramos de afundar, embora permaneçamos, no que diz respeito à renda da população, estagnados no pântano.

Só não afundamos mais, ao longo do governo Temer, porque Henrique Meirelles jogou no mercado uma soma expressiva de valores, com a liberação dos saques do FGTS e do PIS.

Porque é o consumo – para onde foi este dinheiro – a força motriz falecida no processo econômico brasileiro.

Hoje, a FGV divulgou nova queda nas expectativas do consumidor. Só há otimismo – e pouco – em que tem renda alta (em padrões brasileiros) , superior a dez mínimos.

As classes média e a baixa renda sentem despencar suas esperanças de compras e a piora é rápida com a percepção de alta da inflação.

Temos muitos Chigago Boys e tiramos de cena o guri de Garanhuns.