Falha no fornecimento de energia mata 900 toneladas de tilápias e causa prejuízo R$ 9 milhões

Atualizado em 28 de fevereiro de 2026 às 16:47
Tilápias mortas no Paraná. Foto: Paulo Michelon

Um produtor rural de Tupãssi, no oeste do Paraná, sofreu prejuízo estimado em R$ 9 milhões após oscilações e quedas no fornecimento de energia elétrica causarem a morte de cerca de 900 toneladas de tilápias prontas para o abate. A situação levou a Justiça a determinar que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) regularize o serviço na propriedade no prazo de até 48 horas, sob pena de multa diária em caso de descumprimento.

A mortandade ocorreu na última quinta-feira (26), quando falhas sucessivas na rede elétrica queimaram equipamentos essenciais e interromperam o funcionamento dos aeradores responsáveis pela oxigenação da água nos tanques. Sem o sistema, os peixes morreram rapidamente por falta de oxigênio.

Ao portal TN Online, o produtor Paulo Michelon relatou que os problemas começaram ainda no início de janeiro, mas se intensificaram drasticamente nos dias que antecederam o incidente.

Milhares de peixes mortos. Foto: reprodução

A propriedade mantinha cerca de 1,1 milhão de tilápias distribuídas em seis reservatórios, todas já em fase final de crescimento e prontas para comercialização. Desde o episódio, equipes trabalham de forma contínua para retirar os peixes mortos e minimizar danos sanitários.

O impacto da perda também afetou a saúde do produtor, que precisou de atendimento médico após passar mal diante da dimensão do prejuízo.

Um laudo técnico contratado pelo agricultor apontou que a tensão fornecida na área estava abaixo do mínimo exigido pela Agência Nacional de Energia Elétrica, inferior aos 220 volts necessários para o funcionamento adequado dos equipamentos. O documento foi anexado ao processo e serviu de base para a decisão liminar.

Ao conceder a medida, o juiz Luiz Fernando Montini destacou que as oscilações no fornecimento de energia são recorrentes na região e ressaltou a obrigação da concessionária de garantir serviço contínuo e adequado. Caso a determinação não seja cumprida dentro do prazo estipulado, a multa diária será de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 60 mil.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.