Famílias atingidas por explosão no Jaguaré vão à Justiça após morte e destruição

Atualizado em 18 de maio de 2026 às 9:41
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Casas foram interditadas após a explosão no Jaguaré. Foto: Gabrielle Gonçalves/Metrópoles

Famílias atingidas pela explosão de gás no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, pretendem entrar com uma ação coletiva após o acidente que matou uma pessoa, deixou três feridas e destruiu casas na comunidade. Segundo o líder comunitário Eduardo Santos Vieira, mais de 40 moradores estão mobilizados para cobrar responsabilização pelos danos. Com informações do Metrópoles.

O advogado das famílias afirmou que ainda avalia qual medida jurídica será adotada neste primeiro momento. Os moradores também têm reunião marcada com o Ministério Público de São Paulo nesta quarta-feira (13), às 14h, na sede do órgão, na região central da capital.

O MPSP esteve na comunidade nesta terça-feira (12). Em nota divulgada nas redes sociais, a Promotoria informou que a atuação no local tinha como objetivo prestar assistência às famílias tanto na tutela coletiva quanto na esfera criminal.

A explosão ocorreu na tarde de segunda-feira (11), em uma área próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes Leme. De acordo com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, a tubulação de gás foi atingida durante uma obra da Sabesp para remanejamento de tubulação de água.

A Comgás informou que recebeu um chamado às 15h15 sobre vazamento de gás “causado por uma obra de terceiros” na altura da Rua Piraúba, 32. A empresa disse que chegou ao local às 15h37, eliminou o vazamento e não realizava manutenção na região.

Alexandro Fernandes Nunes, de 45 anos, foi encontrado morto entre os escombros. Segundo familiares, ele dormia no momento da explosão. A Defesa Civil interditou imóveis na região, e a Arsesp informou que solicitará às concessionárias documentos e registros operacionais relacionados à obra.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!