Fantoche de Trump, presidente da Fifa diminui caso de árbitro deportado: “Não me arrependo”

Atualizado em 10 de junho de 2026 às 19:35
Donald Trump e Gianni Infantino durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026. Foto: Imago

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, reafirmou seu alinhamento com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma entrevista coletiva realizada às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Mesmo diante de revolta por vistos negados, revistas em delegações e a exclusão do árbitro somali Omar Artan do torneio, o dirigente afirmou manter uma relação positiva com o governo americano.

“Eu tenho uma grande relação com o presidente Trump, fico feliz por isso. Conheci no primeiro mandato e estamos trabalhando juntos agora”, disse Infantino. Ele ainda disse que a realização da Copa não seria possível sem o apoio da administração dos Estados Unidos.

“Não seria possível organizar uma Copa do Mundo sem o envolvimento dele. Ele entendeu a magnitude, o impacto e colocou a administração para ajudar”, prosseguiu. O dirigente também alegou que, apesar dos problemas registrados, considera o saldo da parceria positivo.

Questionado sobre as dificuldades enfrentadas pela seleção do Irã e por integrantes de delegações estrangeiras para entrar nos Estados Unidos, o presidente da Fifa evitou críticas às autoridades locais.

“Sobre o Irã, estou muito feliz de eles estarem aqui. As pessoas falavam que não ia ser possível. Eu disse no passado que se eu tivesse que trazê-los de carro de Teerã para cá, eu iria trazê-los”, acrescentou. Ele não esclareceu as restrições enfrentadas pelos iranianos durante a competição.

Omar Artan, árbitro somali. Foto: Getty Images

Ao responder perguntas sobre a deportação do árbitro somali Omar Artan, Infantino afirmou que a entidade tentou buscar soluções, mas reconheceu limites diante das decisões governamentais. “É uma pena o que aconteceu com Omar. Mas você não consegue controlar tudo. Nós tentamos conversar e resolver”, respondeu. Segundo ele, a Fifa não tem poder para interferir nas políticas migratórias dos países anfitriões.

O dirigente também rejeitou a ideia de que a Fifa tenha perdido o controle do torneio por causa dos problemas envolvendo imigração e segurança. “Não me arrependo de nada. Nós não vivemos na Lua, vivemos na Terra e temos de lidar com o que temos”, respondeu ao ser questionado sobre a escolha dos Estados Unidos como um dos países-sede.

Outro tema abordado na coletiva foi o preço dos ingressos da Copa. Infantino defendeu a política adotada pela entidade e atribuiu parte da alta dos valores ao mercado de revenda: “O nosso preço de partida estava abaixo do que qualquer jogo de playoff de esportes americanos”.

Ao encerrar sua defesa do modelo adotado pela entidade, Infantino citou projetos financiados pela Fifa em países menos tradicionais no futebol. “Talvez ninguém ligue para Cabo Verde, Curaçao, Haiti, mas para eles é coisa mais importante do mundo estar na Copa. Poder dar isso para estes países não tem preço”, completou.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.