
Felipe Cecílio, candidato do PSDB derrotado na disputa por uma cadeira de deputado federal em Goiás, recebeu 3.746 votos após declarar gastos de R$ 1,5 milhão na campanha e passou a oferecer R$ 2 milhões a quem apresentar provas de manipulação das urnas eletrônicas no segundo turno presidencial. Com informações de Metrópoles.
Em vídeo publicado no Instagram, Cecílio afirmou que o resultado da eleição não teria seguido uma “lógica”, mas não apresentou indícios de fraude nem explicou por que questiona o segundo turno, e não o primeiro. “No primeiro turno sinceramente não sei como um candidato tão fraco igual o Flávio teve quase 50% dos votos válidos, mas o fato é que ele teve, e a partir daí precisa seguir um padrão, uma lógica”, disse.
A oferta inicialmente previa R$ 1 milhão e subiu para R$ 2 milhões no sábado. Cecílio afirmou que seu escritório pessoal pagaria o valor a “programador que apresentar informações concretas, consistentes e verificáveis, sobre a existência e o eventual uso de um software para manipular os resultados do segundo turno das eleições presidenciais”.
O político orientou interessados a enviar informações para seu WhatsApp. Procurado por mensagens e telefonemas no domingo, ele não respondeu aos questionamentos sobre a recompensa e sobre as evidências que sustentariam a acusação.
Campanha cara e trajetória política familiar
A candidatura de Cecílio figurou entre as mais caras de Goiás, com R$ 1,5 milhão em despesas, mas ele não alcançou 4 mil votos. Em Goiânia, onde pretende voltar a concorrer à prefeitura, teve cerca de 800 votos para deputado federal.
Neto do ex-deputado federal e ex-prefeito de Anápolis Jamel Cecílio e do ex-deputado federal e ex-senador Mauro Miranda, ele estreou na política em 2022, aos 22 anos. Naquele pleito, concorreu pelo MDB e citou como experiência política a disputa, sem vitória, pela direção do centro acadêmico da Fundação Getulio Vargas.
Na primeira candidatura à Câmara, Cecílio recebeu cerca de 14 mil votos, tornou-se segundo suplente do MDB e lançou uma pré-candidatura à Prefeitura de Goiânia. Após o resultado mais recente, afirmou em áudio que voltará a disputar o comando da capital e que permanecerá no PSDB para buscar apoio.
Antes da eleição, Cecílio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral patrimônio de R$ 86 milhões, depois de informar R$ 20 mil quatro anos antes. A lista incluiu uma empresa avaliada em R$ 55 milhões, aberta em junho, um conglomerado de R$ 5 milhões e um investimento de R$ 18 milhões no BTG; ele também negociava indicar a maioria da executiva nacional do Democracia Cristã, cuja presidência é ocupada por João Caldas.