
O estado de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), registrou 124 feminicídios entre janeiro e maio de 2026. No mesmo período do ano passado, foram 107 ocorrências, segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública paulista e publicados pela Agência Brasil. A alta é de 15,9%.
O avanço foi puxado principalmente pelo interior paulista, que concentrou 85 notificações no período. O número representa quase sete em cada dez feminicídios registrados no estado nos cinco primeiros meses do ano.
A própria SSP afirma que os dados acumulados mostram que o enfrentamento ao feminicídio segue como “desafio permanente” para as forças de segurança e para a rede de proteção às mulheres. Feminicídio é o assassinato de mulher em contexto de violência doméstica ou familiar, ou por menosprezo e discriminação à condição de mulher.

O governo de Tarcísio destacou que houve queda apenas no recorte de maio. No mês, os feminicídios passaram de 26 casos em 2025 para 18 neste ano. No interior, a redução mensal foi de 15 para nove ocorrências. A queda pontual, porém, não reverteu o crescimento no acumulado de 2026.
Os estupros também cresceram no estado. Entre janeiro e maio de 2025, São Paulo havia registrado 6.219 notificações desse tipo de crime. No mesmo intervalo de 2026, o total subiu para 6.500. Só em maio foram 1.320 ocorrências, contra 1.183 no mesmo mês do ano anterior.
Na direção oposta, a SSP aponta queda nos homicídios dolosos. Em maio, foram 163 casos, o menor número para o mês desde o início da série histórica, em 2001. No acumulado do ano, o estado somou 970 homicídios intencionais, contra 1.028 entre janeiro e maio de 2025.
Os latrocínios ficaram estáveis em maio, com sete ocorrências, mesmo número do ano passado. No acumulado do ano, caíram de 58 para 38. O contraste dos indicadores reforça o peso da violência de gênero no balanço da segurança pública paulista: enquanto crimes letais gerais recuam, feminicídios e estupros seguem em alta.