Fenae amplia mobilização contra o feminicídio e se soma a pacto dos Três Poderes

Atualizado em 5 de fevereiro de 2026 às 18:12
O presidente Lula durante cerimônia de assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Foto: Divulgação

O avanço dos casos de feminicídio no Brasil tem reforçado a necessidade de respostas contínuas e articuladas para o enfrentamento da violência contra as mulheres. Dados recentes do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que, em média, quatro mulheres são vítimas de feminicídio por dia no país, o que expõe a persistência da violência de gênero como um problema estrutural.

Diante desse cenário, a Fenae intensificou a campanha “Fenae com Elas”, voltada ao combate à violência contra mulheres e meninas. A iniciativa atua em diferentes estados por meio de projetos sociais apoiados pela entidade, com ações que envolvem conscientização, acolhimento e prevenção em comunidades.

Os projetos desenvolvidos no âmbito da campanha buscam fortalecer redes locais de proteção, ampliar o acesso à informação e incentivar o empoderamento feminino. A atuação direta nas comunidades é vista pela entidade como uma forma de alcançar territórios onde políticas públicas nem sempre chegam de forma efetiva.

A mobilização da Fenae também dialoga com o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado pelos Três Poderes da República. A iniciativa reúne Executivo, Legislativo e Judiciário com o objetivo de ampliar medidas de proteção às mulheres, responsabilizar agressores e prevenir a violência letal.

O pacto prevê ainda o engajamento da sociedade civil no enfrentamento do problema, reconhecendo que a violência de gênero não pode ser combatida apenas com ações institucionais isoladas. Para a Fenae, a articulação entre Estado e organizações sociais é central para reduzir os índices de feminicídio.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, o combate à violência contra as mulheres exige envolvimento permanente. “O feminicídio é a expressão mais extrema de uma violência que começa muito antes. Por isso, a mobilização precisa ser permanente e envolver toda a sociedade, principalmente nós, homens”, afirmou.

Segundo ele, a atuação da entidade por meio da campanha e dos projetos sociais tem papel relevante ao levar informação e acolhimento. “A Fenae, por meio do ‘Fenae com Elas’ e dos projetos sociais que apoia nos estados, cumpre um papel importante ao levar informação, acolhimento e conscientização para onde o Estado muitas vezes não chega”, disse.

Na avaliação da diretora de Políticas Sociais da Fenae, Rachel Weber, o apoio ao pacto nacional reforça o compromisso institucional com a proteção das mulheres. “Ao apoiar o pacto nacional e fortalecer iniciativas como o ‘Fenae com Elas’, a Federação reafirma seu compromisso com a defesa da vida das mulheres e com a construção de uma cultura de respeito, igualdade e justiça”, afirmou.

A entidade destaca que a redução da violência de gênero depende de ações permanentes, integradas e acompanhadas de mudança cultural, capazes de enfrentar não apenas os crimes, mas também as condições que os tornam recorrentes no país.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.