Fernanda Lima critica machismo de jornalista e fake news no caso da agressão de Eduardo Costa

A assemblage de Fernanda Lima

Publicado no Facebook de Fernanda Lima

Em tempos de fake news é melhor esclarecer os fatos.

– Sobre o Sr. Eduardo Costa:

Depois de ser difamada, agredida e ameaçada por ele através de um post indignado, procurei orientação jurídica a fim de proteger a mim e a minha família. Fui orientada a processá-lo, pois dessa forma inibiria agressões futuras. E assim o fiz.

Após eu autorizar o processo, o Sr. Eduardo Costa pediu desculpas através de outros programas a que foi convidado, deixando claro que não se arrepende do que disse e sim da forma como disse. Tendo em vista que ele me agrediu moralmente, me ameaçou, incitou o ódio de seus fãs contra mim (ontem mesmo minha assessoria recebeu telefonema de um fã dele me ameaçando) e atacou o meu trabalho, não entendo que pedido de desculpas é esse. Além disso, um pedido de desculpa verdadeiro pode até ser louvável, mas ele não repara o mal que fez a vítima. 

Faz parte do machismo estrutural transformar a vítima em réu. Era justamente esse o assunto do programa Amor e Sexo que tanto indignou o meu agressor. 

– Quero também esclarecer sobre nota do jornalista Ricardo Feltrin.

Meu caro colega, me desculpe a intimidade, mas como também sou jornalista tomei a liberdade. Diante dos fatos relatados acima e depois de uma entrevista que o Sr. Eduardo Costa concedeu ao nosso colega Pedro Bial, o senhor publicou (e muitos veículos, sem checar a veracidade de sua nota, replicaram) que “fontes” muito próximas relataram que eu teria dado um “chilique” e que eu teria ficado “possessa” e até teria pegado “ranço“ do Pedro Bial por ter entrevistado o cantor. 

– Colega, sua fonte sequer me conhece e muito menos é próxima. Quando tudo isso se deu, eu estava em um retiro de meditação, incomunicável por dois dias, e só fiquei sabendo dos acontecimentos quando cheguei em casa e minha assessoria me mandou a sua coluna. 

Outra inverdade da sua última nota sobre mim é que eu fracassei ao tentar fazer com que Sr. Eduardo Costa não fosse mais convidado por outros programas da TV Globo.

Pois, para seu conhecimento, não tenho ingerência sobre a escolha de convidados dos programas da emissora (com exceção do Amor e Sexo).

Ricardo, essa é outra forma que o machismo estrutural usa para desqualificar uma mulher quando ela é vítima. É simples dizer que ela é louca, descompensada, dá chiliques, logo não tem razão nenhuma sobre os fatos. Inclusive, Ricardo, esse era o tema principal do Programa Amor e Sexo que gerou tanta polêmica. 

– Viu como é importante falarmos e sabotarmos essa engrenagem machista? Conto contigo.

 

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