FHC, o entreguista, deu uma única canetada para devastar a indústria farmacêutica do Brasil. Por Luis Felipe Miguel

Fernando Henrique Cardoso, presidente do Brasil entre 1994 e 2002, com a faixa presidencial Divulgação/PR

Publicado originalmente no perfil de Facebook do autor

POR LUIS FELIPE MIGUEL, cientista político

Bolsonaro, Guedes e Pazzuello, convém lembrar, não são os únicos responsáveis pela baixa vacinação no Brasil.

A fim de agradar os grandes laboratórios estrangeiros, Fernando Henrique Cardoso patrocinou uma lei de propriedade industrial que permitiu que medicamentos que já eram de domínio público no mundo todo fossem patenteados no Brasil.

As consequências foram devastadoras para a indústria farmacêutica brasileira. A produção de muitos medicamentos foi interrompida. Os preços aumentaram. O custo do coquetel anti-HIV, por exemplo, foi multiplicado por 9.

Artigo recente de Rogério Cezar de Cerqueira Leite conta que “1.050 estações de produção de química fina (à época, na maior parte, fármacos) foram extintas e 300 projetos, já aprovados, interrompidos (o levantamento é do próprio governo FHC)”.

Na época, Rússia, China e Índia resistiram às pressões para introduzir legislação similar. Hoje estão na vanguarda da produção de vacinas contra a Covid-19.

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