
A Fifa enfrenta uma ação judicial nos Estados Unidos por causa da eliminação do Irã na Copa do Mundo de 2026, após a anulação de um gol contra o Egito. Lotfollah Kaveh Afrasiabi, iraniano-americano de 68 anos, apresentou uma representação na Corte Federal de Boston em nome de 91 milhões de iranianos e pede indenização de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 5,2 bilhões.
A ação afirma que a entidade cometeu “discriminação flagrante” ao validar a decisão do VAR que anulou o gol de Shojae Khalilzadeh, lance que daria ao Irã a vitória sobre o Egito e a classificação para a segunda fase da competição. As informações foram publicadas pelo jornal britânico “The Independent”.
O processo sustenta que torcedores iranianos e iraniano-americanos sofreram danos emocionais com a eliminação. “Cidadãos iranianos ou iraniano-americanos que torciam para a seleção iraniana de futebol sofreram danos emocionais devido à discriminação flagrante contra seu time do coração”, diz um trecho da representação.
O lance ocorreu aos 50 minutos do segundo tempo e passou por revisão do VAR, que apontou impedimento de Khalilzadeh. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também aparece como alvo da ação movida na Justiça norte-americana.
Mas Alguém ACHA MESMO Que ESSE GOL Estava Impedido?
OU É O CONLUIO Trump E Infantino Impedindo Que O Irã AVANCE NA COPA? pic.twitter.com/0dqaaUDJ8p— Sérgio A J Barretto (@SergioAJBarrett) June 27, 2026
Afrasiabi é analista de assuntos internacionais, ex-professor da Universidade de Harvard e ex-conselheiro oficial da equipe de negociação nuclear do Irã durante o governo de Barack Obama. Na ação, ele afirma que haveria “evidências claras e inegáveis” de que a eliminação iraniana resultou de uma decisão arbitral injusta do VAR.
O autor também questiona o tratamento dado à seleção do Irã nos Estados Unidos durante a competição. Ele citou restrições de viagem, incluindo a falta de permissão para a delegação pernoitar no país no início da Copa, como parte das dificuldades enfrentadas pela equipe.
A representação menciona ainda a mudança da base de treinos do Irã para o México e a recusa de vistos a 11 integrantes da delegação. Afrasiabi argumenta que a Fifa deveria ter adotado medidas para garantir condições iguais de preparação à seleção iraniana.