Fifa é investigada nos EUA por preços de ingressos da Copa; entenda

Atualizado em 31 de maio de 2026 às 18:55
A taça da copa do Mundo — Foto: Reprodução

A Fifa precisará responder a questionamentos de autoridades americanas após ser acusada de inflar preços e enganar torcedores na venda de ingressos para a Copa do Mundo de 2026, que terá início no próximo mês. Procuradores-gerais de Nova York e Nova Jersey iniciaram oficialmente a investigação sobre as práticas de venda da entidade. Com informações do G1.

Jennifer Davenport, procuradora-geral de Nova Jersey, descreveu o processo de compra de ingressos como um “monte de confusão, escassez artificial e preços extremamente elevados”. Ela afirmou que a investigação será minuciosa e que a Fifa será intimada a fornecer informações detalhadas sobre a comercialização das entradas.

O anúncio foi feito em conjunto com Letitia James, procuradora-geral de Nova York, e o Departamento de Proteção ao Consumidor e ao Trabalhador da cidade (DCWP). O comissário Samuel AA Levine declarou que as alegações de conduta enganosa serão tratadas com seriedade e investigadas integralmente.

Torcedores relataram ter sido induzidos a pagar mais caro por assentos classificados como ‘front’, lançados após a venda inicial. Além disso, a precificação variável ao longo das fases de venda aumentou os preços de cerca de 90 das 104 partidas, com aumento médio de 34%. A investigação também analisará se o cronograma de venda e declarações públicas impactaram os preços.

A procuradora-geral de Nova York, Letitia James— Foto: Reprodução

A Fifa se recusou a comentar o caso. O presidente da entidade, Gianni Infantino, havia defendido o valor dos ingressos alegando que refletiam a alta demanda pelo torneio, mesmo com disponibilidade de entradas para 86 das 104 partidas até quarta-feira (27).

As autoridades destacaram o custo elevado para oito partidas, incluindo a final no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Davenport afirmou que “ser honesto sobre a venda de ingressos não é complicado” e ressaltou que o evento não é um convite para explorar moradores e visitantes. Letitia James reforçou que os residentes merecem chance justa de adquirir ingressos acessíveis.

Levine acrescentou que relatos de violação à lei de proteção ao consumidor, incluindo engano sobre localização de assentos e inflação artificial de preços, são preocupantes. A investigação ocorre após o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, ter levantado preocupações sobre práticas de venda potencialmente enganosas no início deste mês.

Organizadores locais também criticaram a Fifa por custos elevados, incluindo transporte público. A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, havia afirmado que os contribuintes não cobririam tarifas altas, que foram posteriormente reduzidas de US$ 150 para US$ 98 entre a Penn Station e o local dos jogos. A Fifa foi procurada para comentar, sem resposta até o momento.