
Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificaram as críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após a negativa do pedido de prisão domiciliar. Flávio , Eduardo e Carlos usaram as redes sociais nesta quinta-feira (1) para contestar a decisão do magistrado.
No X, Flávio chamou Moraes de “ser abjeto” e questionou “até quando Moraes terá procuração para praticar tortura”. O senador também publicou uma imagem antiga do pai após um procedimento médico realizado em 2025, como forma de ilustrar a crítica ao despacho judicial.
Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura?
Em mais uma decisão cheia de sarcasmo, dizendo que saúde de Bolsonaro “melhorou”, o laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão – existe até o risco de… pic.twitter.com/uBZqQ46gvQ
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 1, 2026
Carlos Bolsonaro também recorreu ao X para atacar a decisão. Ao mencionar o histórico de saúde do ex-presidente, escreveu: “Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada que precisa ser cumprida e desde quando ela foi emitida pela primeira vez.”
Moraes acaba de negar a prisão domiciliar de @jairbolsonaro , mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias e precedentes apresentados pelos advogados do meu Pai. Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 1, 2026
Eduardo, por sua vez, publicou um vídeo no Instagram. Na gravação, afirmou que “todos estão vendo as atrocidades humanitárias cometidas pelo tiranete de beira de estrada”. Em seguida, acrescentou: “Que fique claro que ninguém que apoia este abusador o faz por mérito ou mesmo legalidade, mas sim por interesse próprio”.
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A negativa da prisão domiciliar foi assinada por Alexandre de Moraes nesta quinta-feira. No despacho, o ministro afirmou que os laudos médicos apresentados não indicam piora do quadro clínico do ex-presidente, argumento central da defesa.
“Não houve agravamento da situação de saúde de JAIR MESSIAS BOLSONARO, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos”, escreveu o ministro na decisão.
Bolsonaro está internado desde 24 de dezembro no Hospital DF Star, em Brasília. Durante o período, passou por quatro procedimentos para conter crises de soluço e por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, segundo informações médicas divulgadas anteriormente.
A expectativa, de acordo com a equipe médica, é de que o ex-presidente receba alta ainda nesta quinta-feira (1). A defesa havia solicitado a conversão da prisão em regime domiciliar com base no estado de saúde.