
O senador Rodrigo Pacheco deve se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, possivelmente na próxima semana, para discutir a viabilidade de uma candidatura ao Governo de Minas Gerais em 2026. O encontro também servirá para comunicar oficialmente sua filiação ao União Brasil, após a saída do PSD. As informações são da Folha de São Paulo.
A mudança de partido já está acertada e foi intermediada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aliado próximo de Pacheco. A articulação amplia o distanciamento do União Brasil em relação ao apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa nacional.
Em Minas Gerais, a troca partidária já foi comunicada a integrantes da legenda. O atual presidente estadual do União Brasil, o deputado federal Marcelo Freitas, deve deixar o partido e migrar para uma sigla à direita, com tendência de filiação ao PL. Já o deputado federal Rodrigo de Castro, aliado de Pacheco, assumirá o comando do diretório estadual.

Com a reconfiguração, o União Brasil e a federação com o PP tendem a desembarcar da candidatura do vice-governador Mateus Simões, que assumirá o governo após a renúncia de Romeu Zema (Novo) e pretende disputar a reeleição. A filiação de Simões ao PSD foi apontada como fator decisivo para a saída de Pacheco do partido.
Aliados afirmam que o ex-presidente do Senado ainda não decidiu se disputará o governo estadual, a reeleição ao Senado ou se ficará fora das urnas. A escolha do partido, no entanto, era considerada um passo necessário antes de abril para manter aberta qualquer possibilidade de candidatura.
Segundo interlocutores, a reunião com Lula deve tratar da construção de um palanque competitivo em Minas Gerais, estado com o segundo maior eleitorado do país e considerado estratégico nas eleições presidenciais. Apesar de resistências internas no União Brasil, aliados avaliam que uma aliança regional entre Pacheco e o presidente é vista como viável.