“Finalmente encontrei um homem que me dá um tapa na hora certa”

Atualizado em 15 de março de 2013 às 9:37

Reflexões sobre o livro que deu origem a Jules & Jim, de Truffaut.
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Já viram Jules e Jim, do Truffaut?

Eu não. Quer dizer, vi trechos. Mas não vi inteiro. Vou ver.

Mas acabei de ler o livro. Não sei ainda como avaliá-lo, mas há uma passagem que me chamou demais a atenção. Queria compartilhar e abrir, assim, uma discussão.

A personagem principal feminina, Kate, conta uma passegem sexual de sua vida a Jim, seu amante. O outro homem, diz ela, a pegou com as mãos “pelos dois lados”.

Pelos dois lados.

Jim até ali dividia Kate com Jules, seu melhor amigo, e outros homens. Quer dizer, não era um cara essencialmente ciumento.

Só que.

Ao ouvir a histórias das mãos dos dois lados vibrou uma bofetada em Kate. E ela, triunfal: “Finalmente encontrei um homem que me dá um tapa na hora certa.”

Por algums instantes me passou pela cabeça a hipótese de que o drama supremo de muitas mulheres é passarem uma vida inteira sem encontrar o homem