
No melhor estilo ‘me engana que eu gosto’, Nikolas Ferreira (PL-MG) se pronunciou sobre o uso de um jato vinculado ao empresário Daniel Vorcaro durante a caravana ‘Juventude pelo Brasil’ no segundo turno das eleições de 2022. Em sua explicação, disse que não sabia quem era o proprietário da aeronave e afirmou que o voo aconteceu a convite do pastor Guilherme Batista, ligado à Igreja Lagoinha, para cumprir uma agenda de campanha.
O parlamentar, famoso por espalhar mentira na internet, alegou que sua presença na aeronave foi exclusivamente devido ao compromisso de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com Vorcaro. “À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião”, escreveu. “Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave”.
A declaração de Nikolas ocorre após a divulgação de que o deputado utilizou o jato de Vorcaro para a caravana “Juventude pelo Brasil”, que percorreu ao menos nove estados e o Distrito Federal entre os dias 20 e 28 de outubro de 2022. A caravana tinha como objetivo mobilizar eleitores em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente nas regiões onde Lula havia obtido a maioria no primeiro turno.

Durante a viagem, Nikolas e o pastor Guilherme Batista viajaram para várias capitais do Nordeste e outras cidades do Brasil, incluindo Brasília e locais do Vale do Jequitinhonha e Triângulo Mineiro.
O jato utilizado, um Embraer 505 Phenom 300, tem capacidade para até dez passageiros e foi utilizado para o deslocamento de pessoas envolvidas na campanha de Bolsonaro. Nikolas viajou junto de Batista; da esposa do pastor, Mariel; e da influenciadora cristã Jey Reis.
Veja a nota de Nikolas na íntegra:
Esclareço que o voo em questão ocorreu há 4 anos atrás, durante o segundo turno da campanha eleitoral, quando fui convidado para participar de um evento político “Juventude pelo Brasil” e foi disponibilizada uma aeronave para o deslocamento.
À época, não tinha conhecimento sobre quem era o proprietário do avião. Minha presença no voo se deu exclusivamente em razão do convite para a agenda de campanha, sem qualquer vínculo pessoal, comercial ou institucional com o dono da aeronave, que posteriormente se soube tratar-se de Daniel Vorcaro.
Ressalto ainda que, em 2022, o nome citado não era de conhecimento público nem havia qualquer informação que levantasse qualquer tipo de alerta. Mesmo que houvesse a tentativa de identificar o proprietário da aeronave naquele momento, não existia qualquer elemento que indicasse situação irregular ou que justificasse questionamento.