
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) embarca neste domingo para Buenos Aires, onde participará de um evento promovido por grupos conservadores e deve se encontrar com o presidente da Argentina, Javier Milei. Com informações do Globo.
A viagem marca o primeiro compromisso internacional do pré-candidato desde a crise aberta por Michelle Bolsonaro. A campanha tenta retomar uma agenda que considera positiva depois de dias dominados pela repercussão dos vídeos divulgados pela ex-primeira-dama.
Flávio também terá reuniões com parlamentares, dirigentes partidários e empresários argentinos durante a passagem pela capital do país vizinho. O entorno do senador quer explorar a aproximação com Milei como parte da articulação internacional montada desde o início da pré-campanha.
A estratégia busca associar Flávio a lideranças da direita latino-americana e dos Estados Unidos. A agenda em Buenos Aires aparece, para a campanha, como uma forma de deslocar o debate da crise com Michelle e recolocar segurança pública, economia e alinhamento com governos de direita no centro da pré-campanha.

Agenda internacional inclui Milei, Trump e nova viagem aos EUA
A ofensiva internacional ganhou força depois da viagem de Flávio a Washington, em maio. Na ocasião, o senador se reuniu com Donald Trump e integrantes do governo americano.
Dois dias depois da passagem por Washington, os Estados Unidos classificaram PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A campanha de Flávio explorou politicamente o movimento como demonstração da capacidade de interlocução internacional do senador.
A expectativa do grupo de Flávio é repetir na Argentina a mesma lógica adotada após a agenda nos Estados Unidos. O encontro com Milei deve ser usado para sustentar a imagem de articulação externa do pré-candidato com governos e lideranças da direita.
Depois da viagem a Buenos Aires, Flávio voltará aos Estados Unidos no início de julho para participar de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, no âmbito da investigação comercial aberta contra o Brasil. O senador pretende defender que eventuais sanções comerciais prejudiquem o governo Lula, mas preservem exportadores brasileiros e setores da economia.