Flávio Bolsonaro convidou Vorcaro para jantar com Jim Caviezel

Atualizado em 13 de maio de 2026 às 23:08
Ilustrativa.
Daniel Vorcaro, e Flávio Bolsonaro (PL). Fotomontagem

O Jornal Nacional exibiu nesta quarta-feira (13) mensagens, áudios e convites para um jantar reservado entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh, responsáveis pelo filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro articulada por Flávio Bolsonaro. O senador confirmou ter enviado o áudio divulgado pela TV Globo, mas afirmou que não cometeu irregularidade.

A negociação foi revelada pelo The Intercept Brasil. Segundo a reportagem, Flávio Bolsonaro tratou diretamente com Vorcaro um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação da época, para financiar a produção. Do total, R$ 61 milhões teriam sido enviados pelo banqueiro entre fevereiro e maio de 2025. Intercept Brasil

No áudio de 8 de setembro de 2025, Flávio Bolsonaro afirmou que havia “muita parcela para trás” e que o filme poderia perder contrato, elenco, diretor e equipe técnica. “Tem muita, já tem muita conta para pagar esse mês e o mês seguinte também”, disse o senador ao cobrar uma posição de Vorcaro. TV Globo

Go Up Vorcaro
Poster do filme “Dark Horse”, baseado em Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram @therealjimcaviezel

Em outra troca, de 22 de outubro, Flávio Bolsonaro escreveu: “Já estamos no terceiro dia de gravação. Estamos no limite. Mais uma vez, com toda a liberdade que temos, se não der me fala que procuro urgente outro caminho”. Vorcaro respondeu: “Deixa comigo irmão, vou ver agora”.

Em 16 de novembro, um dia antes de ser preso pela Polícia Federal, o banqueiro recebeu nova cobrança de Flávio Bolsonaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”.

Em sua defesa, Flávio Bolsonaro publicou nota e vídeo, pediu a instalação da CPI do Banco Master e disse que buscava investimento privado para um filme privado sobre Jair Bolsonaro. O Planalto afirmou que a única relação do governo brasileiro com o Banco Master é a investigação rigorosa da Polícia Federal.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!