Em nota, Flávio Bolsonaro alega perseguição política e ataca Globo por recusar exclusiva

Atualizado em 1 de novembro de 2026 às 20:23
Senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fugiu para os Estados Unidos em 28 de outubro, publicou uma nota neste domingo (1º) em que alega ser alvo de perseguição política e ataca a Globo por não aceitar sua condição para conceder uma entrevista exclusiva à emissora. No texto, ele também diz não se arrepender de “absolutamente nada” do que fez.

Flávio afirma que exigiu que a entrevista fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem restrições de temas. Segundo ele, a Globo recusou a condição. O senador também alegou que o “Fantástico” exibiria uma reportagem a seu respeito sem lhe dar direito de resposta.

NOTA AO BRASIL

Fui procurado por vários veículos nesta semana, inclusive pela Rede Globo, que me convidou para uma entrevista exclusiva. Aceitei com uma condição simples: que fosse exibida na íntegra, sem cortes e sem temas proibidos. A emissora preferiu não seguir adiante. Pelo que tudo indica, o Fantástico deste domingo vai exibir uma longa reportagem a meu respeito, sem me dar o direito de resposta. Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação.

Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras.

Doze horas depois e no meio da rua, fui intimado do início da perseguição, ao deixar a casa do Presidente Bolsonaro. Tudo diante do olhar lacrimejado de um pai, com comorbidades, que está condenado a mais de 27 anos de prisão – sem ter cometido crime algum – e que já sofre pela distância de outro filho que não vê há mais de um ano e meio, em função da perseguição ilegal e arbitrária que também sofre.

Isso não é democracia e está muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial.

Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juíz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta.

Fui candidato à Presidência enfrentando todo um sistema que quer as coisas continuem como estão no Brasil: ótimas para eles, mas muito piores para você. Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz e deixo uma reflexão: “Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos.” (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016).

Nos próximos dias, vou conversar com grandes veículos nacionais e internacionais. Sem cortes, sem filtro. Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil.

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