
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência, se frustrou durante sua viagem aos Estados Unidos, onde passou as últimas semanas, após não conseguir um encontro com representantes da alta cúpula do governo americano. O principal objetivo era registrar uma foto ao lado do secretário de Estado, Marco Rubio, para fortalecer sua imagem e alinhar sua candidatura com o governo de Donald Trump.
A invasão da Venezuela pelos EUA e o sequestro do presidente Nicolás Maduro impediram que o encontro fosse agendado. Segundo o jornal O Globo, a tentativa de aproximação com Marco Rubio tinha como objetivo mostrar ao eleitorado bolsonarista que a família ainda mantém prestígio junto ao governo dos EUA, apesar da recente aproximação com o presidente Lula.
A falta do encontro com Rubio também gerou críticas dentro do próprio campo bolsonarista, principalmente por representar mais uma tentativa de apelo à “bolha” e por reforçar a imagem radical de Eduardo Bolsonaro, que está mais alinhado a uma postura de confrontação.

Flávio planeja retornar aos Estados Unidos até abril, quando realizará uma espécie de “roadshow” pelo país. Nesse retorno, ele pretende adotar uma postura mais ao centro, alinhando-se à direita moderada. Para isso, cogita convidar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para acompanhá-lo.
A viagem também foi marcada por uma conversa reservada entre Flávio e Eduardo Bolsonaro, na qual o senador transmitiu um recado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em Brasília. O recado incluía orientações para que os filhos se unissem em torno do nome dele e evitassem confrontos com membros do Centrão.
Flávio procurou seguir essa recomendação, mas uma fala que fez sobre Eduardo como “um craque nas relações internacionais” gerou desconforto entre os membros do Centrão.