Flávio Bolsonaro foge de perguntas sobre “Dark Horse” e relação com Vorcaro

Atualizado em 25 de agosto de 2026 às 11:42
Flávio Bolsonaro em entrevista coletiva
Flávio Bolsonaro durante entrevista coletiva. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) evitou responder sobre o pedido de R$ 134 milhões ao empresário Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista coletiva na noite de segunda-feira (24), o pré-candidato à Presidência deslocou o assunto para acusações contra o presidente Lula e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Questionado por jornalistas sobre o caso, Flávio reagiu: “Vocês vão parar no tempo?”. Ele classificou a relação com Vorcaro, dono do Banco Master, como uma operação privada, de fundo privado, e afirmou que ela não teve “contrapartida pública em nada”.

O caso ganhou repercussão em maio, quando veio a público um áudio no qual o senador cobrava o repasse para a produção. O total mencionado para o financiamento de “Dark Horse” chegaria a R$ 134 milhões.

Na coletiva, Flávio disse que a prestação de contas havia sido entregue na investigação em curso em São Paulo. Ele não apresentou detalhes sobre documentos, valores pagos ou o destino dos recursos ligados ao filme.

Flávio direciona cobranças a Lula e a ex-sócios do Master

Ao ser pressionado, o senador citou uma suposta reunião entre Lula, Vorcaro e Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. “Quem tem que prestar contas não sou eu, é o Lula”, afirmou, ao também mencionar o senador Jaques Wagner e o ex-ministro Rui Costa.

Flávio ainda lançou perguntas sobre Lulinha e mencionou acusações envolvendo negócios do filho do presidente. “Cadê o Lulinha? Está onde? Na Espanha? Está morando naquele hotel luxuoso mesmo? Quem está pagando as contas dele?”, disse, sem apresentar provas durante a entrevista.

As cobranças por explicações sobre “Dark Horse” partiram também de nomes fora da esquerda. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que também é pré-candidato ao Planalto, escreveu nas redes sociais que Flávio havia admitido ter pedido e recebido dinheiro de Vorcaro e questionou a demora para divulgar a prestação de contas.

O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que Flávio prometeu divulgar o suposto contrato com o Banco Master e dar transparência ao destino dos milhões recebidos. “Noventa dias. Não deu explicações aos eleitores, para a Polícia Federal nem à Justiça. Até quando?”, publicou o dirigente petista.

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