
A pergunta feita por Celso Rocha de Barros na Folha deveria ser repetida em voz alta pelos brasileiros.
Por seus fortes vínculos com figuras do crime organizado e conforme enquadramento que a própria família defende, Flávio Bolsonaro é um terrorista?
Apesar da tentação de dizer que sim, para que o sujeito caia na armadilha que ele mesmo ajudou a criar, eu sou da turma que responde que não.
O colunista da Folha também diz que Flávio não é terrorista. Rocha de Barros faz uma lista de figuras e de crimes cometidos pelo bolsonarismo, e que podem ser definidos como terrorismo, mas não sabe dizer se Flávio é terrorista. Ele escreve:

“Discordo de quem acha que Flávio Bolsonaro, o CV e o PCC são terroristas, mas respeito os argumentos de quem acha que são”.
Terrorista depende de uma capacidade de ação e de luta que Flávio não tem. Flávio é amigo de milicianos, mas é homem de negócios, rachadinhas, franquias, filmes, achaques e mordidas em banqueiros. Não tem ferramentas para fazer terrorismo, nem sujaria o terno em ações terroristas. É homem fino de gravata e gabinete.
O jornalista da Folha não diz, mas grupos mafiosos brasileiros e internacionais sabem o que Flávio é. Mas nunca foi enquadrado pela Justiça. Tanto que anda por aí numa boa. O Judiciário, a partir do Supremo, sempre tratou Flávio a pão de ló.