Flávio Bolsonaro passa por processo de harmonização antes do debate. Por Moisés Mendes

Atualizado em 23 de outubro de 2026 às 19:50
Tarcísio Flávio Bolsonaro
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters

Uma das notícias mais divulgadas, antes do debate, informa que Flávio Bolsonaro dispensou Pablo Marçal e adotou Tarcísio de Freitas como conselheiro. Para tentar mexer na imagem de miliciano. A Folha informa na capa:

Anotações de Flávio para debate revelam estratégia de ‘falar para elas’ e ter imagem de ‘estadista’

O que o jornal não diz, mas nós podemos dizer, é que, neste momento, estão fazendo harmonização no sujeito. É como se tentassem transformar um javali num boto cor de rosa, ou um urubu numa arara azul.

O machão denunciado publicamente pela madrasta Michelle e apresentado em reportagem da Piauí como participante de festa com garotas de programa em uma lancha, em meio à pandemia em 2020, para negociar vacinas superfaturadas com empresários vampiros, quer aparecer como bom marido e defensor das mulheres.

Lula Flávio Bolsonaro
O presidente Lula (PT) e o candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Jean Carniel/Reuters

Sempre tem quem acredite, ou o sujeito não estaria empatado com Lula. Mulheres, gays, negros e pobres, todos vítimas da extrema direita feminicida, homófoba, racista e preconceituosa, não poderiam acreditar.

ONDE?

Onde se meteram Michelle, Hamilton Mourão, Malafaia, Ciro Nogueira, Arthur Lira, Valdemar Costa Neto?

Por que líderes da velha direita gaúcha, que foram engolidos pela extrema direita e se engajaram ao fascismo no primeiro turno, agora estão quietos?

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/