Campanha de Flávio Bolsonaro pede que STF investigue vazamento de áudio com Vorcaro

Atualizado em 15 de maio de 2026 às 23:15
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, acionou o STF pelo vazamento dos áudios do filho de Bolsonaro com Vorcaro
Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, afirmou à CNN Brasil que procurou o ministro André Mendonça, do STF, para pedir uma apuração “sem seletividade” após o vazamento de áudios do senador com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

“Foi vazado de forma criminosa, há seletividade no vazamento de informações. Procurei [André] Mendonça e pedi que observasse essa situação, queremos que haja esclarecimentos, mas não seletividade”, disse Marinho.

Os áudios foram revelados pelo The Intercept Brasil na quarta-feira (13). Segundo o site, Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Vorcaro um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.

Inicialmente, Flávio Bolsonaro negou a relação com o banqueiro. Horas depois, divulgou um vídeo em que admitiu o contato, mas afirmou que a negociação se limitava a um “filho procurando patrocínio” para um projeto privado sobre o próprio pai.

A produtora GoUp Entertainment, responsável pelo filme, afirmou em nota que não recebeu “um único centavo” de Daniel Vorcaro, nem de qualquer empresa ligada ao ex-banqueiro. A versão passou a ser confrontada por documentos, mensagens e comprovantes.

Já foi confirmado com fontes da investigação a autenticidade dos diálogos divulgados pelo Intercept. As conversas fazem parte da extração de dados do primeiro celular de Vorcaro apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero.

Após a divulgação dos áudios, Flávio Bolsonaro reforçou a defesa de que o dinheiro era privado e que não houve uso de recursos públicos ou da Lei Rouanet. A campanha do senador, porém, passou a mirar o vazamento das conversas e a cobrar que o STF apure a exposição do material.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!