Perdido, Flávio recua e apaga post após se declarar “presidente eleito”

Atualizado em 28 de outubro de 2026 às 18:15
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou ser o “presidente eleito” do Brasil em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), depois de deixar o país rumo aos Estados Unidos. Sem apresentar provas, ele contestou o resultado do segundo turno e acusou uma suposta fraude eleitoral.

Horas depois da primeira publicação, Flávio divulgou uma nova versão da carta e retirou as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. No texto alterado, passou a se definir como “líder do Brasil” e “líder”.

Na primeira versão, o senador escreveu: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”.

Flávio afirmou estar em território norte-americano, agradeceu a líderes como o presidente argentino Javier Milei e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e negou que sua saída represente uma fuga. Ele também atacou o Judiciário, alegou perseguição política contra sua família e falou em “regime de exceção”.

Carta de Flávio Bolsonaro publicada em rede social
Carta publicada por Flávio Bolsonaro em rede social. Foto: Reprodução

Na carta, Flávio alegou haver uma “impossibilidade matemática” na votação do último domingo e criticou decisões da Justiça Eleitoral, com foco na prorrogação de duas horas do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Zanin autorizou a extensão após pedidos da coligação de Lula e da própria campanha de Flávio Bolsonaro, que citaram problemas no transporte público de eleitores e condições climáticas. Entre 17h e 19h, as urnas registraram menos de 35 mil votos.

Lula abriu vantagem de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro no Brasil. Mesmo assim, o senador defendeu a cassação da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice Geraldo Alckmin e afirmou que comandará a oposição a partir dos Estados Unidos.

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a vitória de Lula e informou que a eleição transcorreu com segurança e transparência, sem fraudes ou inconsistências que comprometessem a manifestação dos eleitores. O PL reconheceu o resultado e pediu esclarecimentos à Justiça Eleitoral.

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