
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou nesta segunda-feira (13) sobre a prisão de Alexandre Ramagem, ex-deputado federal cassado, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos.
Em sua declaração, ele reafirmou sua convicção de que o ex-deputado é mais uma vítima de uma “perseguição política”, seguindo a mesma narrativa que, segundo ele, resultou na prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Tenho convicção de que as autoridades americanas reconhecerão a validade desse pedido e entenderão que Ramagem é mais um dos perseguidos políticos vítimas da mesma narrativa estapafúrdia que levou à prisão do meu pai”, disse ele.
Desde sua fuga do Brasil em setembro de 2025, Ramagem estava em situação irregular nos Estados Unidos, tendo perdido seu passaporte diplomático após a cassação de seu mandato pelo Congresso Nacional. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão em 2025, após ser considerado um dos principais envolvidos na trama golpista que tentava manter Jair Bolsonaro no poder.

Durante o julgamento, o ex-deputado fugiu do país, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana antes de seguir para os Estados Unidos. Sua detenção foi possível devido à inclusão de seu nome na lista de difusão da Interpol, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A Polícia Federal, confirmou que a prisão de Ramagem foi fruto da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado. De acordo com Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira, e sua situação migratória irregular nos EUA foi o motivo para sua detenção.
A cooperação entre os dois países foi fundamental para que a prisão fosse efetivada, após meses de investigação e monitoramento das autoridades brasileiras e americanas. O pedido de extradição de Ramagem foi formalizado pelo Ministério da Justiça brasileiro em 2025, após o STF determinar sua condenação e inclusão na lista da Interpol.
Flávio, em sua fala, também comentou sobre o futuro político do Brasil. “Isso vai acabar. No ano que vem, o Brasil deixará de ter presos, exilados e asilados por perseguição política. O país voltará a ser um exemplo de democracia”, afirmou o senador.