Flávio Bolsonaro quer trazer ao Brasil modelo econômico de Trump; entenda

Atualizado em 27 de fevereiro de 2026 às 17:27
O senador Flávio Bolsonaro com bonequinhos de Jair Bolsonaro e Donald Trump

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, anunciou a intenção de trazer para o Brasil um modelo econômico implementado pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Em uma declaração exclusiva ao Metrópoles, o parlamentar citou o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, como inspiração para sua proposta.

Ele destacou que o modelo de incentivo a setores estratégicos dos Estados Unidos poderia ser adaptado para o contexto brasileiro, especialmente nas áreas de infraestrutura e energia, que ele considera defasadas.

“O J.D. Vance atuou para que Washington concedesse incentivos a setores estratégicos nos Estados Unidos. Há, de fato, segmentos em que os recursos privados só aparecem depois de o Estado fazer algum aporte e assumir riscos”, afirmou o senador.

Ele acredita que o Brasil precisa seguir uma abordagem semelhante, com o governo assumindo um papel ativo em áreas chave, para depois atrair investimentos privados. “Precisamos disso no Brasil. Há setores defasados, como o de infraestrutura e o de energia”, completou Flávio Bolsonaro.

No modelo proposto, Flávio defende que o Estado deve estimular setores-chave por meio de parcerias público-privadas (PPP). O objetivo seria criar um ambiente mais favorável para investimentos em áreas críticas, como energia e infraestrutura, onde a falta de investimento público tem gerado um atraso no desenvolvimento.

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance. Foto: Divulgação

O senador acredita que, ao seguir esse modelo, o Brasil poderia superar as dificuldades que enfrenta nessas áreas e incentivar a participação do setor privado, resultando em um crescimento mais sustentável.

A proposta dele reflete a política adotada nos EUA, onde J.D. Vance foi responsável por articular incentivos fiscais para a indústria nacional nos setores de energia e minerais críticos. Além disso, ele também atuou para a taxação de produtos importados, uma medida que favoreceu empresas domésticas ao proteger a indústria nacional da concorrência externa.

No entanto, a adoção de políticas semelhantes no Brasil pode encontrar desafios significativos, especialmente em um cenário político e econômico com setores que têm resistido a mudanças nas relações público-privadas.

O senador argumenta que, para implementar essa abordagem, seria necessário um alinhamento entre as esferas pública e privada, onde ambos os setores teriam que trabalhar juntos para viabilizar os investimentos necessários para o crescimento.

Ele também pontuou que, além de parcerias público-privadas, a proposta inclui a construção de um ambiente mais seguro para os investimentos externos e o fortalecimento da indústria nacional. Para o parlamentar, o governo brasileiro deve ser um facilitador nesse processo, criando as condições necessárias para que o setor privado se sinta seguro para investir em setores fundamentais para o desenvolvimento do país.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.